POR QUE TARDA O PLENO AVIVAMENTO?

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Por que tarda o pleno avivamento – Leonard Ravenhill

Avivamento. Sem dúvida esta é uma das palavras mais desgastadas no vocabulário evangélico brasileiro. Mas quando Leonard Ravenhill escreve Por que tarda o pleno avivamento ele não toma partido entre carismáticos e tradicionais e nem toma conhecimento das questões debatidas entre eles. Nesta obra o autor tem como objetivo despertar uma igreja confusa, mundana e enfraquecida, para um derramamento do Espírito Santo de Deus, que a capacitará a cumprir o seu papel.

Prefácio por A. W. Tozer ao Livro Por que tarda o pleno avivamento

Os grandes complexos industriais mantêm em seu quadro de funcionários alguns operários que prestam serviço apenas quando ocorre uma falha em algum setor da fábrica. Assim, se uma máquina apresenta algum defeito, eles são convocados, e comparecem ao local para identificar o problema e solucioná-lo, e tudo volta a funcionar a contento. Esses homens não se preocupam com sistemas que estão operando bem. Especializam-se em localizar e corrigir defeitos.

No livro Por que tarda o pleno avivamento Ravenhill nos mostra que no reino de Deus ocorre algo semelhante. Deus também sempre tem de prontidão seus especialistas, cuja principal função é cuidar das falhas morais, ou melhor dizendo, do declínio espiritual de uma nação ou igreja. Exemplos desse tipo de indivíduo foram Elias, Jeremias, Malaquias, e outros iguais a eles que, em momentos críticos da humanidade, surgiram no cenário da História para repreender, condenar ou exortar o povo de Deus em nome dele e da justiça.

Quando o povo de Israel ou a igreja se achavam em condições normais, esses sacerdotes, pastores ou mestres trabalhavam silenciosamente, passando quase despercebidos. Mas assim que se desviavam um pouco das veredas da verdade, esse especialista se levantava para intervir. Parece que possuía um instinto especial, capaz de detectar problemas, o que fazia com que logo corresse ao auxílio do Senhor e do seu povo. Geralmente, esse tipo de pessoa tinha a tendência de ser radical, de ter atitudes drásticas, e ser até certo ponto violento.

E os curiosos que se pusessem a observar seu trabalho provavelmente o tachariam de extremista, fanático e negativista. E num certo sentido não deixavam de ter razão. Ele era um homem de um propósito só, de caráter severo, destemido, e esses eram justamente os atributos que as circunstâncias exigiam. A uns ele chocava; a outros assustava; e a outros ainda, afugentava. Mas o profeta sabia, sem sombra de dúvida, quem o havia chamado para executar aquele trabalho, e qual a tarefa a ser cumprida. Seu ministério tinha um caráter de emergência, e isso fazia dele um homem diferente, bem distinto dos demais.

O débito que o povo de Deus tem para com esses servos dele é tão vultoso que nunca poderá ser pago. E o curioso é que eles raramente pensam em saldá-lo enquanto esses indivíduos estão vivos. Em compensação, a geração seguinte o exalta, escreve livros sobre seus feitos, como se, instintivamente e meio sem jeito, quisesse desincumbir-se de uma obrigação que a geração anterior praticamente ignorara.

Quem conhece Leonard Ravenhill vê nele esse especialista espiritual, esse homem enviado por Deus, não para realizar um ministério na obra regular da igreja, mas para fazer frente aos profetas de Baal, desafiando-os em seu próprio território, para envergonhar os negligentes sacerdotes que oficiam no altar, para enfrentar os falsos profetas, e advertir o povo que está sendo desviado do caminho certo por influência deles, você poderá encontrar um pouco de Leonard Ravenhill em Por que tarda o pleno avivamento. Um homem como esse às vezes não é companhia muito apreciada.

O evangelista profissional que sai correndo do culto assim que ele se encerra, e vai para um restaurante de luxo contar piadinhas com os amigos, talvez o considere uma presença embaraçosa. Pois ele não é desses que conseguem silenciar a voz do Espírito Santo em seu coração como quem fecha uma torneira. Ele insiste em ser um crente fiel o tempo todo, onde quer que esteja. E nisso também se distingue de muita gente.

Quando se trata de Leonard Ravenhill, é impossível ter uma posição indiferente. Seus conhecidos podem ser divididos em dois grupos: aqueles que o amam e admiram profundamente, e aqueles que o detestam. E o que se diz dele pode-se dizer também de seus livros, e deste livro Por que tarda o pleno avivamento. Ao encerrar a leitura, o leitor ou procura logo um lugar silencioso para orar, ou o atira longe, irritado, fechando o coração às suas exortações e apelos. Nem todos os livros — nem mesmo os bons livros — podem ser considerados uma mensagem enviada direto do céu. Mas acredito que Por que tarda o pleno avivamento o seja. E o é porque seu autor é uma voz do alto, e o espírito dele fala por suas páginas.

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